quarta-feira, 10 de abril de 2013


A Cidade do Mexico é muito grande e caótica. Daquelas coisas que voce nao ve em qualquer lugar do mundo. Nao tenho  muitos privilégios. Nao ando de taxi, nao moro do lado do shopping, nao gasto meu dinheiro em restaurantes caros, mas como bem e saudável. Ou seja, eu sou mais uma, no meio da multidao. É bom se sentir assim, recomendó a todos ao menos uma vez na vida… confesso que nesse 1 ano e meio de viagens, eu me sentí mais uma por muitas vezes. Vejo uma sociedade cega, que nao ve. As pessoas no metro tem olhos de cansaco e perdidos no infinito e além. Sentei no chao do metro. Me sinto confortavel ai. Nao me importo de levar uns pisoes... na minha frente, tinha dois meninos, de uns 13 anos cheirando cola. É normal aquí… eles estavam rindo. Eu sentí medo da minha propria raca humana, ou do que eles poderiam fazer naquele estado, é melhor ter cuidado com os seres humanos que estao a sua volta, principalmente, quando voce nao os conhece bem. Esse nao eh o meu ambiente, eu sei disso. A minha vontade de viver essa dificuldade do mundo é teimosa, mas ela esta perdendo a graca aos poucos. Acabei descobrindo, que eu nao posso fazer nada, efetivamente, por aquelas pessoas de olhos perdidos, e sem perspectivas de nao ter que ser refém daquelas 3 horas diárias para ir pro trabalho, ou daquele trabalho de apertar parafuso, ou da violencia que elas carregam na historia. Os olhos nao medem esforcos para atencao. O terceiro olho ativa, e nada passa despercebido. Carrego olhos atentos, mas semblante sereno. Naturalmente, as pessoas já me olham, por saber que nao sou desse país, quero que elas se deparem com uma figura de sorriso timido, e confortavel na situacao. 

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